A Baixa Idade Média - Reinos e Impérios

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A Baixa Idade Média - Reinos e Impérios

Mensagem por Senhor dos Fatos em Sab Jan 23, 2016 12:59 pm

A Baixa Idade Média Geral


A Baixa Idade Média. O Mundo Europeu no fim da terceira década do século XIII era um mundo em disputa, com grandes impérios em declínio e o surgimento de novos paradigmas. O fim das invasões bárbaras na Europa, por volta do século X, trouxe certa paz ao continente. Do período que vai do século XI ao XV, denominada Baixa Idade Média, o sistema feudal de exploração de força humana braçal entrou em decadência devido aos avanços no setor agrícola, como a invenção do moinho hidráulico, que facilitava a irrigação, e a atrelagem dos bois nas carroças, o que possibilitou viagens com mais carga e, consequentemente, aumento na produção.

Com as inovações tecnológicas no setor agrícola, as terras dos feudos passaram a ficar pequenas demais para uma população que só tendia a crescer. Os habitantes dessas áreas rurais queriam expandir o comércio e lucrar mais através da produtividade. A partir daí, os artesãos e comerciantes concentram-se próximos aos castelos, igrejas e mosteiros, desenvolvendo a atividade comercial. Essas pequenas concentrações deram origem aos primeiros burgos.

Neste mesmo período, houve uma denúncia de peregrinos europeus de que os muçulmanos do Oriente Médio maltratavam os cristãos. O papa Urbano II declarou guerra a estes religiosos no ano de 1095, enviando uma expedição de cavaleiros cristãos para libertar a denominada Terra Santa do Império Islâmico, situada no território da Palestina.

Foram organizadas um total de oito cruzadas entre os anos de 1095 e 1270, que envolveram desde pessoas simples e deserdados que não tinham direito às terras do feudo até reis, imperadores e cleros. Todos os combatentes tinham que se virar como podiam; muitos, inclusive, chegaram a ser massacrados brutalmente antes de chegarem ao destino.

Entretanto, as Cruzadas  influenciaram para que o comércio dos burguesses aumentassem. Quando os cavaleiros dominavam territórios islâmicos, chegavam a saquear produtos valiosos como joias, tecidos e temperos e os comercializavam no caminho. As expedições fizeram com que os muçulmanos abandonassem o território próximo ao Mar Mediterrâneo, beneficiando os burgueses da Itália, principalmente das cidades de Gênova e Veneza. No norte da Europa, regiões como Hamburgo e Dantzig também prosperavam na atividade comercial, formando uma nova classe social que iniciou a dinamização econômica da Baixa Idade Média.

O desenvolvimento comercial fez com que os moradores do campo migrassem para as cidades, contribuindo para a queda do sistema feudal. Na tentativa de manter os empregados nas terras, os proprietários ofereciam melhores condições de vida e até mesmo a possibilidade de pagá-los mensalmente com um salário.

Nas cidades, a ascensão da atividade comercial formou uma nova engrenagem social, o avanço do mercantilismo e rotas comerciais. Novas atividades foram surgindo, como a profissão de cambista, que tinham conhecimento do valor real da moeda e os banqueiros, que ficavam incumbidos de guardar grandes quantias de dinheiro.


Última edição por Senhor dos Fatos em Qua Fev 17, 2016 6:23 pm, editado 2 vez(es)
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Império Bizantino e a Latinocracia

Mensagem por Senhor dos Fatos em Ter Jan 26, 2016 9:05 pm

Império Bizantino

O Império Bizantino foi a continuação do Império Romano durante a Antiguidade Tardia e Idade Média. Sua capital foi Constantinopla (moderna Istambul), originalmente conhecida com Bizâncio. Inicialmente parte oriental do Império Romano (frequentemente chamada de Império Romano do Oriente no contexto), sobreviveu à fragmentação e ao colapso do Império Romano do Ocidente no século V e continuou a prosperar, existindo por mais mil anos até sua queda diante da expansão dos turcos otomanos em 1453. Foi conhecido simplesmente como Império Romano (em grego: Βασιλεία Ῥωμαίων; transl.: Basileia Rhōmaiōn; em latim: Imperium Romanum) ou România (em grego: Ῥωμανία; transl.: Rhōmanía) por seus habitantes e vizinhos.

Como a distinção entre o Império Romano e o Império Bizantino é em grande parte uma convenção moderna, não é possível atribuir uma data de separação. Vários eventos do século IV ao século VI marcaram o período de transição durante o qual as metades oriental e ocidental do Império Romano se dividiram. Em 285, o imperador Diocleciano (r. 284–305) dividiu a administração imperial em duas metades. Entre 324 e 330, Constantino (r. 306–337) transferiu a capital principal de Roma para Bizâncio, conhecida mais tarde como Constantinopla ("Cidade de Constantino") e Nova Roma Sob Teodósio I (r. 379–395), o cristianismo tornou-se a religião oficial do império e, com sua morte, o Estado romano dividiu-se definitivamente em duas metades, cada qual controlada por um de seus filhos.13 E finalmente, sob o reinado de Heráclio (r. 610–641), a administração e as forças armadas do império foram reestruturadas e o grego foi adotado em lugar do latim. Em suma, Bizâncio se distingue da Roma Antiga na medida em que foi orientado para a cultura grega em vez da latina e caracterizou-se pelo cristianismo ortodoxo em lugar do politeísmo romano.

As fronteiras do império mudaram muito ao longo de sua existência, que passou por vários ciclos de declínio e recuperação. Durante o reinado de Justiniano (r. 527–565), alcançou sua maior extensão após reconquistar muito dos territórios mediterrâneos antes pertencentes à porção ocidental do Império Romano, incluindo o norte da África, península Itálica e parte da península Ibérica. Durante o reinado de Maurício (r. 582–602), as fronteiras orientais foram expandidas e o norte estabilizado. Contudo, seu assassinato causou um conflito de duas décadas com o Império Sassânida que exauriu os recursos do império e contribuiu para suas grandes perdas territoriais durante as invasões muçulmanas do século VII. Durante a dinastia macedônica (século X–XI), o império expandiu-se novamente e viveu um renascimento de dois séculos, que chegou ao fim com a perda de grande parte da Ásia Menor para os turcos seljúcidas após a derrota na batalha de Manziquerta (1071).

No século XII, durante a Restauração Comnena, o império recuperou parte do território perdido e restabeleceu sua dominância. No entanto, após a morte de Andrônico I Comneno (r. 1183–1185) e o fim da dinastia comnena no final do século XII, o império entrou em declínio novamente. Recebeu um golpe fatal em 1204, no contexto da Quarta Cruzada, quando foi dissolvido e dividido em reinos latinos e gregos concorrentes. Apesar de Constantinopla ter sido reconquistada e o império restabelecido em 1261, sob os imperadores paleólogos, o império teve que enfrentar diversos estados vizinhos rivais por mais 200 anos para sobreviver. Paradoxalmente, este período foi o mais produtivo culturalmente de sua história.1 Sucessivas guerras civis no século XIV minaram ainda mais a força do já enfraquecido império e mais territórios foram perdidos nas guerras bizantino-otomanas, que culminaram na Queda de Constantinopla e na conquista dos territórios remanescentes pelo Império Otomano no século XV.

A queda do Império Bizantino...



Latinocracia ou Francocracia

A Latinocracia (em grego: Λατινοκρατία - "reino dos latinos"), também chamada de Francocracia (em grego: Φραγκοκρατία - "reino dos francos"), e, somente no caso dos territórios da República de Veneza, de Venetocracia (em grego: Βενετοκρατία), foi o período da história grega ocorrido logo após a Quarta Cruzada (1204), quando diversos estados cruzados, primordialmente italianos e franceses, foram fundados na Grécia no território do então dissolvido Império Bizantino (veja Partitio Romaniae). O termo deriva do fato de que os ortodoxos gregos chamavam os católicos de "latinos" ou "francos".

O período de duração da Francocracia é diferente para cada estado fundado. A situação política era muito volátil e, conforme eles iam se fragmentando ou trocando de mãos, muitos deles acabaram novamente nas mãos dos gregos.

Com exceção das Ilhas Jônicas e alguns fortes isolados que permaneceram nas mãos do venezianos, o destino final da Francocracia nas terras gregas chegou com a conquista do Império Otomano nos séculos XIV a XVI.

O Império Latino (1204-1261), com capital em Constantinopla e abarcando a Trácia e a Bitínia. Ele mantinha uma suserania formal sobre todos os demais estados cruzados. Seus territórios foram sendo gradualmente reduzidos até que somente restasse a capital, que foi eventualmente recapturada pelo Império de Niceia em 1261.

O Reino de Tessalônica (1205-1224), que abrangia a região da Macedônia e a Tessália. Foi conquistado pelos gregos do Despotado de Épiro.

O Principado de Acaia (1205-1432), na região da Moreia ou península do Peloponeso. Ele rapidamente emergiu como o mais poderoso dos estados cruzados e prosperou mesmo após a queda do Império Latino. Seu maior rival era o bizantino Despotado de Moreia, que eventualmente conseguiu conquistar o Principado. Ele também exercia o suseranato sobre os senhores de Argos e Náuplia (1205-1388).

O Ducado de Atenas (1205-1458), com suas duas capitais, Tebas e Atenas, e cujo territória abrangia a Ática, Beócia e a parte sul da Tessália. Em 1311, o ducado foi conquistado pela Companhia Catalã e, em 1388, passou para as mãos da família florentina Acciajuoli, que manteve o controle até a conquista turca em 1456.

O Ducado de Naxos ou "do Arquipélago" (1207-1579), fundado pela família Sanudo, abrangia a maior parte das Ilhas do Egeu, especialmente as Cíclades. Em 1383, ele passou para o controle da família Crispo. O ducado se tornou um vassalo dos otomanos em 1537 e foi finalmente anexado ao Império Otomano em 1579.

O Marquesado de Bodonitsa (1204-1414), como Salona, foi originalmente criado como um estado vassalo do Reino de Tessalônica, mas posteriormente passou para o controle do Principado de Acaia. Em 1335, a família veneziana Zorzi tomou o controle e governou a região até a conquista otomana em 1414.

Condado de Salona (1205-1410), centrado em Salona (Amfissa), como o vizinho Bodonitsa, foi formando como um estado vassalo do Reino de Tessalônica e passaria ao controle de Acaia. Posteriormente, passou pelas mãos dos catalães e dos navarrenses no século XIV, até ser vendido aos cavaleiros hospitalários em 1403. Foi finalmente conquistado pelos otomanos em 1410.

Senhorio de Negroponte (1205-1470), que abarcava a ilha de Negroponte (Eubeia). Ele foi fragmentado em três baronatos (terzi), cada um com dois barões (os sestieri). Essa fragmentação permitiu que Veneza ganhasse enorme influência ao agir como mediadora. Por volta de 1390, a Veneza já tinha assumido o controle direto da ilha toda, que permaneceu nas mãos venezianas até 1470, quando, após a Guerra otomano-veneziana de 1463-1479, foi capturada pelos otomanos.

O Conde palatino de Cefalônia e Zaquintos (1185-1479). Abrangia as ilhas jônicas de Cefalônia, Zaquintos, Ítaca e, a partir de ca. 1300, também Lefkas (Santa Maura). Criado como um estado vassalo do Reino da Sicília, foi governado pela família Orsini entre 1195 e 1335 e, após um breve interlúdio de reinado angevino, o condado passou para a família Tocco em 1357. O condado foi dividido entre Veneza e os otomanos em 1479.

Lemnos (1207-1278), formando como um feudo do Império Latino sob a família veneziana Navigajoso de 1207 até a conquista pelos bizantinos em 1278. Seus governantes tinha o título de mega-duque ("grão-duque") do Império Latino.

Rodes se tornou o quartel-general da ordem religiosa militar dos Cavaleiros Hospitalários de São João em 1310. Os cavaleiros mantiveram o controle da ilha (e das vizinhas do grupo Dodecaneso) até serem expulsos pelos otomanos em 1522.

Creta, oficialmente designada Ducado de Cândia ou Reino de Cândia, de 1211 até 1669. Uma das mais importantes colônias ultramarina de Veneza, mesmo com as constantes revoltas gregas, se manteve sob controle veneziano até ser capturada pelos turcos otomanos na Guerra de Creta (1645-1669).
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Re: A Baixa Idade Média - Reinos e Impérios

Mensagem por Senhor dos Fatos em Qua Fev 17, 2016 6:12 pm

Sacro Império Romano-Germânico


O Sacro Império Romano era um complexo multi-étnico de territórios na Europa Central que se desenvolveu durante os Idade Média e continuou até sua dissolução em 1806. O núcleo e maior território do império era o reino da Alemanha, apesar de incluído no vezes o reino da Itália, o Reino da Boêmia, e o Reino da Borgonha, bem como numerosos outros territórios.
O império surgiu de Leste Francia, uma divisão principal do Império Franco.  No dia de Natal de 800, o papa Leão III coroou o rei franco Carlos Magno como imperador, revivendo o título na Europa Ocidental depois de mais de três séculos. Depois que Carlos Magno morreu, o título passou de uma forma inconstante durante o declínio e fragmentação da dinastia carolíngia, acabou caindo em desuso por 924. O título foi revivido em 962 quando Otto I foi coroado imperador, se tornando sucessor de Carlos Magno e dando início a uma existência contínua do império por mais de oito séculos. Alguns historiadores se referem a coroação de Carlos Magno como a origem do império, enquanto outros preferem a coroação de Otto I como seu início. Os estudiosos geralmente concordam, no entanto, ao relacionar uma evolução das instituições e princípios que compõem o império, descrevendo uma suposição gradual do título imperial e papel.
O termo preciso Sacro Império Romano não foi usado até o século 13, mas o conceito de translatio imperii ("transferência de regra") foi fundamental para o prestígio do imperador, a noção de que ele detinha o poder supremo herdado dos imperadores de Roma. O cargo de imperador do Sacro Império Romano era tradicionalmente eletivo, embora freqüentemente controlado por dinastias. Os alemães príncipes-eleitores, os mais altos cargos nobres do império, geralmente eleito um de seus pares como " Rei dos Romanos ", e mais tarde viria a ser coroado imperador pelo papa; a tradição da coroação do papa foi interrompido no século 16. O império nunca alcançou a extensão da unificação política formada na França, evoluindo vez em uma monarquia limitada descentralizada, eletivo composta de centenas de sub-unidades, principados, ducados, condados, Cidades Imperiais Livres, e outros domínios. O poder do imperador era limitada, e enquanto os vários príncipes, senhores e reis do império eram vassalos e assuntos que deviam ao imperador a sua lealdade, mas também possuía uma extensão de privilégios que lhes deu de facto a soberania em seus territórios. Imperador Francisco II dissolveu o império em agosto 1806, após sua derrota por Napoleão na batalha de Austerlitz.
Imperador Frederico II da Germânia - 45 anos

Frederico II da Germânia (Jesi, Província de Ancona, 26 de dezembro de 1194 — Castel Fiorentino, Apúlia, 13 de dezembro de 1250) teve os títulos de Rei da Sicília (1197-1250), Rei de Tessalónica, Rei de Chipre e de Jerusalém, Rei dos Romanos, Rei da Germânia e imperador do Sacro Império Romano-Germânico (1220-1250).
Filho de Henrique VI, que morreu em 1197, tendo Frederico apenas três anos, e de Constança da Sicília, marcou a restauração da dinastia dos Hohenstaufen.
Esteve em luta quase constante com os Estados Pontifícios e, apesar de excomungado duas vezes, tomou parte na VI Cruzada (1229), que conduziu como diplomata e não como guerreiro. Inocêncio IV destituiu-o no concílio de Lyon (1245). Gregório IX chegou a chamá-lo de Anticristo e, provavelmente por isto, quando ele morreu, surgiu a ideia de que ele voltaria a reinar de novo em 1000 anos. Frederico II possuía relação parental com um dos mais importantes doutores da Igreja Católica: era primo de Tomás de Aquino.
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Re: A Baixa Idade Média - Reinos e Impérios

Mensagem por Senhor dos Fatos em Qua Fev 17, 2016 6:35 pm

Império Bulgaro

O segundo império búlgaro foi um estado medieval búlgaro que existiu entre 1185 e 1396, sucessor do primeiro império búlgaro, que atingiu o auge de seu poder sob Kaloyan e Ivan Asen II.
Até 1256, o Segundo Império Búlgaro foi o poder dominante nos Balcãs . Os bizantinos foram derrotados em várias grandes batalhas, e em 1205 o recém-criado Império Latino foi esmagado na batalha de Adrianópolis pelo Imperador Kaloyan . Seu sobrinho, Ivan Asen II (1218-1241), venceu o Despotate de Epiros e fez Bulgária uma potência regional mais uma vez. No entanto, no final do século 13 o Império caiu sob as constantes invasões de tártaros , bizantinos , húngaros , sérvios e instabilidade interna e revoltas. Depois que o império foi dividido em vários pequenos estados independentes (Reino de Tarnovo, czarismo de Vidin, Despotado de Dobruja) no final do século 14, eles foram conquistados pelo Império Otomano.
Apesar da forte influência bizantina, os artistas e arquitetos búlgaros conseguiram criar o seu próprio estilo distinto. Literatura e arte floresceu no século 14 e uma grande parte da população búlgara foi alfabetizada.
Imperador Ivan Asen II

Após a morte de Kaloyan, seu primo Boril (1207-1218) assumiu o trono, mas durante o seu reinado o país perdeu territórios significativos para a Hungria, o Império Latino, eo Despotate de Épiro. Boril perdeu apoio e foi derrubado por um outro primo, Ivan Asen.
Sobre o governo de Ivan Asen II (1218-1241), o império acumulou uma fortuna, reconquistou as terras perdidas e ocupou o Odrin e Albânia. No início de seu reinado, ele pacificamente recuperou Belgrado e Branicevo, que havia sido perdido para a Hungria, e algumas terras do Império Latino. Após o grande sucesso em Klokotnitsa em 1230 o Épiro Despotate tornou-se um vassalo tributário para a Bulgária. Em uma inscrição de Tarnovo em 1230 Ivan se auto intitulou "Em Cristo, o Senhor fiel czar e autocrata dos búlgaros, filho do velho Asen". A Ortodoxa Búlgara Patriarcal foi restaurada em 1235 com a aprovação de todos os Patriarcados orientais, colocando assim um fim à união com o Papado.
Ivan Asen II tinha uma reputação como um governante sábio e humano, e ele abriu as relações com a católica ocidental, especialmente Veneza e Gênova, para diversificar o comércio. O país teve uma economia florescente, e por volta de 1235 a Bulgária tinha um marinha organizada. No último ano de seu reinado ele derrotou um destacamento de tártaros, que atacou a Bulgária depois de seu ataque devastador na Hungria. Depois de sua morte, no entanto, as autoridades búlgaras haviam reconhecido a supremacia dos mongóis graças a Kadan.
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Re: A Baixa Idade Média - Reinos e Impérios

Mensagem por Senhor dos Fatos em Qua Fev 17, 2016 6:40 pm

Sultanato de Rum

O Sultanato de Rum foi um sultanato turco seljúcida que governou a maior parte da Anatólia, através de uma linhagem direta, de 1077 até 1307, com a capital em İznik e, posteriormente, em Konya (embora como a corte do sultanato era extremamente móvel, cidades como Kayseri e Sivas também funcionaram como capitais). Em sua extensão máxima o sultanato se estendeu por toda a Turquia central, da costa de Antália-Alanya, no Mediterrâneo, até ao território de Sinop, no mar Negro. A leste, o sultanato absorveu outras nações turcas e chegou até as margens do lago Van. Seu limite ocidental localizava-se próximo a Denizli, às portas da bacia do Egeu.
O termo "Rûm" vem do árabe para Roma, designando o Império Romano; os seljúcidas chamavam as terras de seu sultanato de Rum pois localizava-se sobre território que era considerado "romano", isto é, bizantino, pelos exércitos islâmicos.1 Historiadores turcos modernos usam o termo Anadolu Selçukluları ("Sultanato Seljúcida da Anatólia") ou, mais recentemente, Türkiye Selçukluları ("Seljúcidas da Turquia"). O Estado é chamado ocasionalmente de Sultanado de Konya ou Sultanato de Iconium, em fontes ocidentais mais antigas.
O sultanato prosperou especialmente durante o fim do século XII e início do século XIII, quando conquistou os principais portos bizantinos nas costas do Mediterrâneo e do mar Negro. Na Anatólia, os seljúcidas fomentaram o comércio mediante um programa de construção de caravanserais, que facilitavam o fluxo de mercadorias do Irã e Ásia Central até os portos. Formaram-se laços comerciais especialmente fortes com os genoveses durante este período, e a riqueza proveniente destas atividades comerciais permitiu ao sultanato absorver outros Estados turcos que haviam sido fundados na Anatólia antes da Batalha de Manziquerta: os danismendidas, os mengücek, os saltuklu e os artuklu. Os sultões seljúcidas suportaram com sucesso seguidos ataques durante as Cruzadas, porém em 1243 sucumbiu ao avanço dos mongóis. Os seljúcidas tornaram-se vassalos dos mongóis, e apesar dos esforços de administradores astutos para preservar a integridade do Estado, o poder do sultanato se desintegrou durante a segunda metade do século XIII, e já havia desaparecido completamente na primeira década do século seguinte.
Em suas décadas finais, o território do Sultanato Seljúcida de Rum viu o surgimento de diversos pequenos principados (beilhiques) entre os quais estava o dos Osmanoğlu, conhecidos posteriormente como otomanos, que acabaram assumindo eventualmente o poder na região.
Kaykhusraw II - 32 Anos

Ghiyath al-Din Kaykhusraw II foi o sultão seljúcida de Rum que reinou de 1237 até à data da sua morte, em 1246. Era o sultão reinante aquando da revolta de Baba İshak e da invasão mongol da Anatólia. Foi ele o comandante das tropas seljúcidas e seus aliados cristãos na Batalha de Köse Dağ, em 1243, na qual foi derrotado. Foi o último dos sultões seljúcidas a deter algum poder e morreu vassalo dos mongóis.
Kaykhusraw era o filho de Aladino Kaykubad I e da sua mulher Hunat Hatun,[a] a filha do nobre arménio Kir Fard.[a] Apesar de Kaykhusraw ser o primogénito, o seu pai escolheu como seu sucessor o irmão mais novo ‘Izz al-Din, um dos seus dois filhos com outra esposa, uma princesa aiúbida. Em 1226 Aladino entregou o governo da recentemente anexada Erzincan a Kaykhusraw. Juntamente com o general Kamyar, o jovem princípe participou na conquista de Erzurum e, posteriormente, de Ahlat.
Em 1236-37, razias mongóis apoiadas pelos Bagrationi da Geórgia devastaram os campos da Anatólia até às muralhas de Sivas e Malatya. Como os cavaleiros mongóis desapareciam tão rapidamente como apareciam, Aladino Kaykubad resolveu punir os georgianos, aliados dos mongóis. Quando o exército seljúcida se aproximava dos seus territórios, a rainha Rusudan da Geógia pediu a paz, oferecendo a sua filha Tamar (em turco: Gürcü Hatun, também conhecida por Thamara) em casamento a Kaykhusraw. A paz foi celebrada e o casamento realizou-se em 1240.
Após a morte de de Kaykubad em 1237, Kaykhusraw tomou o trono com o apoio de diversos emires poderosos da Anatólia. O arquiteto do início do seu reinado foi Sa'd al-Din Köpek, mestre da caça e ministro das obras públicas. Köpek distinguiu-se pelos assassínios políticos e defendeu a sua forte influência na corte com uma série de execuções.2 Foi também responsável pela captura de Diyarbakır, no que é hoje o sudeste da Turquia, aos aiúbidas em 1241.
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Re: A Baixa Idade Média - Reinos e Impérios

Mensagem por Senhor dos Fatos em Qua Fev 17, 2016 6:41 pm

Reino da Sérvia

O Reino da Sérvia (em sérvio: Srbija Kraljevina, cirílico: Србија Краљевина) foi o reino sérvio estabelecida na Idade Média, na Península dos Balcãs. Foi criado após a coroação de Estêvão I da Sérvia Prvovenčani (primercoronado) em 1217 como Rei da Sérvia após herdar todos os territórios unificados por seu pai, Estêvão Nêmania, considerado o fundador do Estado sérvio.1
Com anexações e alianças de seus sucessores a Dinastia Nemânica, o reino atingiu um tamanho que fez dele um dos mais importantes da Europa, então, em 1346, Estêvão IV Duchan estabeleceu o Império Sérvio, que cobriu boa parte dos domínios Balcãs. O império ruiu depois que seu filho, Estêvão Uroš V, subiu ao trono, sendo dividido em pequenos reinos que acabaram por ser invadidos pelo Império Otomano.
Rei Estêvão Vladislau Nemânica - 41 Anos

Estêvão Vladislau Nemânica (em sérvio cirílico Стефан Владислав), ou às vezes também Stefan Vladislav, nasceu em 1198 e foi rei da Sérvia de 1234 a 1243, soberano da dinastia Nemânica. Herdou o trono de seu irmão Estêvão Radoslau. Desposou Beloslava, filha de João II Asen.
Assim como seu irmão, perdeu o poder pouco após a morte de seu sogro-protetor. No inverno de 1241, João II Asen morreu e na primavera do mesmo ano os mongóis devastaram a Hungria, a cidade de Ragusa e depois a Sérvia, em 1242. O poder de Vladislau foi enfraquecido pela horda e a nobreza sérvia o derrubou. Em 1243, instalaram sobre o trono Uroš, o último filho de Estêvão Nêmania.
Vladislau morreu em 1269, mas contrariamente a seu irmão Radoslau, ficou célebre na História da Sérvia como fundador e mecenas do Mosteiro de Mileševa onde foram depositadas, em 1237, os restos de seu tio São Sava.
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